Marta

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O que a ciência diz sobre o amor – 1

O instinto humano básico e principal não é sexo nem agressão. É a buscar contato e conexão reconfortante de outro ser.   O psiquiatra Inglês, John Bowlby, foi o primeiro a oferecer-nos essa visão do que hoje chamamos de apego. Bowlby propôs que somos projetados para amar algum outro ser que vai nos segurar e proteger desde o berço até o túmulo. Embora o sexo possa nos empurrar para acasalar, é o amor que garante nossa existência. Quando viemos ao mundo, chegamos vazios para procurar conexão com outro ser humano. Se você assistir um bebê nascer, vai notar a maneira como ele vai se ligar à pessoa que o formou por nove meses. O sistema de apego do cérebro move a criança a buscar proximidade física e construir interações com algumas de suas pessoas mais próximas, começando com a mãe. Os bebês vêm com uma coleção de comportamentos - olhando, sorrindo, chorando, agarrando-se para chamar a atenção.  Estes comportamentos atraem o cuidado e proximidade dos adultos.

O que a ciência diz sobre o amor – 2

Amor romântico adulto é um laço afetivo assim como o que existe entre mãe e filho Por um tempo, nós acreditamos que à medida que amadurecemos superamos a necessidade de proximidade intensa, carinho e conforto que tivemos com nossos cuidadores, e que as relações românticas adultas eram basicamente de natureza sexual. Esta é uma visão distorcida do amor adulto. A necessidade de depender de uma pessoa preciosa, saber que quando chamamos essa pessoa estará lá para nós, nunca vai desaparecer. Nós simplesmente transferimos essa necessidade do nosso cuidador principal para o nosso amante. Portanto, o amor romântico não é ilógico, é, de fato, a continuação de um plano ordenado para a nossa sobrevivência. No entanto, há uma diferença: o nosso parceiro não tem que estar lá fisicamente. Quando crianças, precisávamos de nossos cuidadores perto, a fim de estarmos seguros e protegidos. Como adultos, podemos usar imagens mentais de nosso parceiro para chamar um senso de conexão. Sempre que eu tenho de fazer uma apresentação, fico ansiosa e nervosa. O que eu faço para me acalmar, é imaginar o meu marido em mente e as suas palavras encorajadoras. O que a ciência diz sobre o amor - 1

Como lidar com a traição. Não quero me separar.

Mostre ao seu parceiro que quer refazer o relacionamento, mas ele também precisa querer. Se ele quiser seguir com você, deve ter responsabilidade em relação à situação, remorso pelo erro. Os dois devem trabalhar juntos para impedir que novas situações assim se repitam. Um novo relacionamento. Aberto, com acesso ao telefone e computador, por exemplo. Isso mostra confiança.

Suspeito que estou sendo traída (traído). O que faço?

Existem muitos lados em uma situação como essa. O primeiro passo é confrontar, não se esconder e, para isso, você deve falar com o seu parceiro sobre sua suspeita, mas saiba que o foco dessa conversa não deve ser a traição propriamente dita e sim no relacionamento de vocês, no que vão fazer a respeito disso. Pergunte se ele quer seguir nessa outra relação ou restaurar a de vocês e se vocês forem seguir juntos, essa terceira pessoa não pode mais estar entre os dois. Esse confronto pode fazer com que o casamento acabe, mas é um risco que se deve correr. Não tenha o foco na outra mulher/homem e nem perca o respeito. Saiba ouvir e fale de coração aberto. Demonstre humildade em admitir que errou no relacionamento e se mostre pronta a reconstruir a sua vida a dois.

Estamos em dificuldades financeiras e, por causa disso, só brigo com meu marido/esposa. Não sei o que fazer.

A maneira como você lida com esse estresse pode causar impactos no relacionamento. É preciso parar para ver o que estamos fazendo diante de situações como, por exemplo, a compra de alguma coisa considerada supérflua pelo parceiro. Você pode se sentir menos amada quando vê seu parceiro comprando algo que não seria necessário. Uma alternativa é não apontar o outro como culpado de alguma coisa. Apenas mostre como se sente. Fale sobre o medo que tem em relação a toda essa dificuldade financeira. Precisa compartilhar exatamente o que sente, expor os sentimentos. Tome essa postura porque para o homem é mais difícil já que culturalmente eles são ensinados a não demonstrar os sentimentos.

Não consigo conversar com meu marido/esposa. Ele sempre está distante, como me conectar?

Todo casal tem uma dança, um ciclo. Ha momentos que o casal esta totalmente sintonizado um com o outro, como num tango. Não existe um roteiro, é a sintonia com o parceiro que determina o próximo passo. Se não estivermos na sintonia, podemos pisar no pé do parceiro e nos desconectarmos. Todo casal tem esses momentos, mas precisamos de ter habilidade para reparar essa desconexão Só reclamar e mostrar que o parceiro não faz aquilo que você espera não é a melhor coisa a fazer. Isso pode fazer com que ele se feche e se retire mais ainda. Essa é a alternativa que ele encontra para aliviar o estresse emocional. Você ouve o parceiro ou só critica? Por isso é importante se auto avaliar. Você é acessível ao seu parceiro? É fácil para ele te acessar? Ele encontra espaço para falar sobre os próprios sentimentos? Sempre quando uma das pessoas do casal enfrenta problemas, ela envia sinais para o parceiro. Você consegue perceber esses sinais? Um bom começo é falar que está difícil conversar. Peça ajuda para saber o que faz com que ele se feche. Esse é um passo difícil, mas pode ajudar a achar um caminho. Quando estiver ouvindo, tenha a mente e coração abertos para ouvir o lado dele. Você coloca de lado a sua posição, qualquer tipo de julgamento. Seja humilde para ver que tem coisas a serem aprendidas. Deixe que as palavras entrem e tenham impacto em sua vida. Isso é reconhecer que ele também tem razão. Esse é um processo lento, não tente fazer isso rápido. Isso demonstra respeito pela realidade dele.